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de | para – Edição #4 Especial MCF

É uma verdadeira honra compartilhar um DE | PARA com a MCF. Lugar mais que especial, onde passei 12 anos de minha jornada profissional e sou grata pelos aprendizados, desafios e infinitos momentos inesquecíveis!   100 dias de confinamento, quem diria que estaríamos 3 meses distantes de nossa rotina!   Como somos adeptos a olhar o copo ½ cheio, nos agarramos aos diversos conteúdos disponíveis na ponta de nossos dedos. O desafiador foi escolher em qual Live ou Webinar nos conectarmos!

É com carinho que compartilhamos alguns insights destes 3 meses de isolamento social e infinitas trocas e conversas.

KEY POINTS

#1 – ENCONTRO COM O ESSENCIAL

Nestes 100 dias passamos por tantos humores que já podemos escrever um paper apenas direcionado a montanha russa emocional.  Entre os momentos de reflexão e de conexão conosco mesmo, acredito que todos fomos confrontados com o questionamento DO QUE NOS É ESSENCIAL.   Fomos convidados a entender quais as nossas prioridades. De quais pessoas queríamos estar próximos (nem todos poderíamos acessar), quais investimentos deveriam ser mantidos, quais linhas de despesa seriam cortadas e tantas outras escolhas a serem realizadas. No pessoal e no profissional. O livro de Greg McKeown, Essencialismo, teria sido uma leitura obrigatória se soubéssemos o que viria pela frente.

E neste processo do essencial, também tivemos que aprender a desapegar de nossas histórias de sucesso e revisitar os negócios, afinal, o que deu certo por toda uma vida, pode não ser mais relevante para este momento.   Um dos melhores cases de desapego que vimos, veio na troca entre   Maurício Benvenutti (@MauricioBenvenutti) da StartSe e Fernando Toti (@fetoti) da UpSampa (@upsmapa), sobre o desafio de não ser apegado ao negócio e compreender que os movimentos de disrupção  acontecem quando empresas não têm a coragem (é esta palavra mesmo… CORAGEM) de olhar os movimentos de mercado, compreender as novas demandas, olhar por outras lentes e fazer as mudanças necessárias.   Fernando Toti trouxe a experiência em mudar seu negócio em 9 passos, e com muita propriedade pode explorar os desafios e dores de realizar uma mudança desta proporção. Ele mesmo “matou sua empresa” para dar espaço a uma nova iniciativa, no mesmo mercado que já atuava.
A reflexão que fica é se você já compreendeu o que é realmente essencial e se já teve a coragem de se desapegar! Lendo na frase, até parece fácil (#sqn!)

 

#2 – PROPÓSITO

Você já se perguntou o que faz empresas/marcas agirem rapidamente em momentos de crise, agregando valor aos colaboradores, clientes e sociedade e o que faz outras tantas congelarem? Claro que o tema deste Insight já entregou… mas é sempre bom compreender a profundidade deste ponto.   O tema não é novo, longe disso, falamos de Propósito há mais de 20 anos, quando a geração Y começou a exigir posicionamento das marcas e tornaram-se consumidores investigativos. Lembram-se que eles mudaram a pergunta do “para que este produto?” para “por que este produto?”. O problema é que muitas empresas compreenderam que se tratava de ações sociais ou sustentáveis. Apenas um nice to have.   Neste desafiador momento de confinamento e abalo em toda a estrutura de consumo, o tema PROPÓSITO ganhou holofote.

Vimos empresas como Ambev e Grupo Boticário rapidamente mudando suas linhas de produção para atender a demanda de novos produtos (álcool gel) e que não faziam parte de seu portfólio. A Havaianas doando kits de produtos (chinelo, higiene, limpeza e alimento) nas comunidades carentes, e a lista é imensa.

Enquanto isso, temos empresas que ainda não se moveram, estão literalmente congeladas e tentando encontrar uma luz para definir o caminho a ser trilhado.   O Propósito bem definido e incorporado na estrutura não permite ficar parado. Porque com a consciência de seu papel no mundo, a marca/empresa apenas precisará escolher o passo, porque a direção já está definida. Por isso, neste cenário de Pandemia, as marcas que tinham seus propósitos apenas no papel, não foram ágeis e hábeis no movimento.

Compartilhamos um case que muito nos impactou logo no início do isolamento social

A StartSe (@startseoficial), uma startup de educação executiva, trouxe seus principais gestores para compartilhar o caminho que trilharam para virar o jogo e recuperarem 60% de sua receita em apenas algumas semanas. Eles eram uma operação prioritariamente de entrega presencial – cursos, viagens e eventos.  Deixo aqui o link deste bate papo, chamado Live da Retomada.

 

#3 – A TECNOLOGIA QUE ACOLHE

Quantas coisas descobrimos ser possível de realização com o auxílio da tecnologia. Happy hour com amigos distantes, estar presente com os pais do grupo de risco, compras da padaria, mercearia, lojinha do bairro, do tio do hot-dog etc etc etc. Tudo possível através de nossos diversos devices.   Além de acessar produtos e serviços nas residências, que permitiram nossa contribuição para o isolamento social, a tecnologia também fomentou o cuidar do emocional!  

Tadashi Kadamoto (@tadashikadamoto), profissional conhecido por seus treinamentos presenciais de autoconhecimento e desenvolvimento, iniciou um grupo de meditação pelo Instagram nos primeiros dias de confinamento.

Segundo ele conta, quando decretaram o isolamento social, ele e sua família ficaram desorientados. Tiveram que cancelar todos os eventos presenciais e a empresa não tinha seus conteúdos digitalizados. Se reuniram e meditaram por alguns minutos, o resultado foi o equilíbrio para avaliar o cenário e tomar decisões.   Em razão desta experiência pessoal, ele iniciou a meditação guiada diária, para ajudar as pessoas que também estivessem necessitando de apoio.

Nesta semana ele completará 100 dias, com 2 horários, às 6:00h e 20:00h. Por volta de 40.000 pessoas se conectam, diariamente, em suas Lives. Emocionante! Há diversos depoimentos de sua audiência sobre os benefícios deste movimento!   Maravilhoso acompanhar estes cases de conexão pessoal e genuína através da tecnologia!   PS.: Claro que já viramos assíduas na meditação de Tadashi aqui na No Ponto! 😊

 

#4 – MINDSET RESET

Sempre dizemos, em nossas trocas, que para quem tem mais de 40 anos, há uma certa dificuldade de acompanhar e entender todas as evoluções de comportamento, os novos formatos de comunicação, a tecnologia e tudo mais que tornou nosso mundo VUCA. (sigla em inglês que representa um mundo Volátil, Incerto, Complexo e Ambíguo).   Um dos termos mais ouvidos nesta crise do Covid-19 é “reset”. Impossível ter qualquer previsibilidade do que estamos passando e até onde irá. Por esta razão não podemos nos usufruir de ferramentas e ações já realizadas, pois a chance de não funcionarem é praticamente certa.

Há uma excelente frase de Luiza Helena (@luizahelenatrajano) do Magazine Luiza (@magazineluiza), dita durante entrevista com Junior Bonelli (@juniorboneli) fundador da StartSe.

“… Neste momento não é possível fazer prognósticos, dizer o que é certo ou errado.  É momento de muita humildade para entendermos que ninguém sabe nada. É uma situação muito nova e inesperada …” 

Num bate papo de Pedro Signorelli (@signorellipedro), da Consultoria Pragmática, abordando o OKR (Objective and  Key Results) como um instrumento de virada para as empresas, pudemos verificar que as mudanças realmente são imensas na forma de gerir corporações com mindset de crescimento agressivo.     Empresas fechadas, com poder centralizado e sem comunicação não devem ter longevidade quando competindo com empresas alinhadas, colaborativas e com direcionamento claro de onde querem chegar.

No bate papo ele fala sobre o ‘não’ planejamento de longo prazo e trabalhar com metas e aferições trimestrais, desta forma sempre estarão com a pressão do tempo de execução e atingimento das metas. E não esperam 12 meses para ver se deu certo.   De todo este bate papo, algo que nos chamou mais ainda a atenção, é trazer a “ambição” como sendo algo positivo e fomentado pelo time gestor. Mas não da forma predatória do salve-se quem puder.

É uma ambição coletiva, onde os colaboradores desenvolvem suas próprias metas agressivas, mas entendem que, somente dentro do coletivo, é que realmente todos ganham!

Ficamos imaginando falar para um gestor, estilo old school,  que ele terá que ter um  comunicação transparente e intensa, compartilhar decisões, consultar times, ter um grupo diverso, motivar as pessoas, controlar resultados de 90 em 90 dias e trabalhar projetos em metodologias ágeis.! Ufa…  já podemos até imaginar a reação!

Somente uma mudança de mentalidade pode fazer um gestor “despriorizar” 80% de todos os projetos da empresa por entender que o momento é de focar em outros caminhos. Este é o case real de Nextel, comentada por Signorelli.   Enfim, nos resta um “reset button” para avançar neste cenário de incertezas e sem precedentes! Mas com a segurança de que é o melhor, e talvez único, caminho.

 

#5 – SIMPLESMENTE SOMOS

Uma das coisas que não podemos negar é que já nos divertimos muito com as gafes das reuniões virtuais em período de homeoffice. Filhos entrando pela sala no meio da apresentação, pais “escondidos” nos quartos dos filhos para ter um pouco de silêncio, decoração de pelúcias e brinquedos no fundo da tela e muito mais.   Numa conversa do programa RestartSe, com Junior Borneli (@juniorborneli) e Paula Riskallah  (@paula.tanamesa) fundadora da startup Tá na Mesa, uma plataforma digital que objetiva ser um ponto de encontro entre chefs, personalidades e apaixonados pela gastronomia,  Paula contou sobre a sua trajetória de empreendedora e como seus negócios foram sendo impactados pelos novos comportamentos do cliente, movidos pela tecnologia e acesso à informação.


Falaram sobre os restaurantes fechados, pessoas cozinhando em casa e outros pontos do momento. Perto do final desta troca, perguntaram-na sobre algo que havia percebido como uma mudança de cenário em decorrência do COVID-19.  Ela abriu um sorriso e disse que nunca imaginou ver artistas da gastronomia sendo tão informais em suas cozinhas.

Até comentou sobre o chef que preparou seu café da manhã de pijama, numa Live diretamente de sua residência. Um mercado de muito glamour sendo trazido para a realidade da vida cotidiana.
Nesta fala eu também me recordei que estava numa reunião com um cliente e executivos de um grupo do segmento de Beleza. Éramos 5 elementos em nossas casas e conectados pela tela. Em determinado momento, uma das gestoras da empresa disse “eu nunca o vi de camiseta!”. O comentário saiu muito espontâneo e foi direcionado ao seu diretor!   Nossa reunião evoluiu e no final estávamos organizando um novo encontro, onde este mesmo diretor sugeriu uma reunião as 11:00h.  Aí veio a melhor parte… meu cliente fez o seguinte comentário “pode ser a tarde? Porque este horário tenho que preparar o almoço!”, isto seria simplesmente INACEITÁVEL num contexto normal. E na sequência, as 2 executivas que estavam no call aproveitaram esta abertura. “Ai que bom… eu também preciso organizar aqui em casa o almoço”!   Enfim, foi um alívio coletivo saber que a reunião iria para após a louça 😊!   Somos seres humanos iguais, independente das posições executivas que exercemos, dos cursos de especialização que colecionamos, do reconhecimento da mídia ou da sala que ocupamos no escritório. Temos filhos, usamos camisetas, vamos para a cozinha e está tudo bem! Nos descobrimos mais humanos e, consequentemente, mais tolerantes!

 

Conclui-se que necessitamos desapegar do que conhecemos e nos abrirmos ao novo e diferente.
Acionem o RESET BUTTON e permitam-se criar um novo cenário para sua marca em nosso ATUAL NORMAL.

Abraços e até breve!

@nopontomarcas

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