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O DISTANCIAMENTO SOCIAL E OS ESPAÇOS FISICOS – Rafaela Dal’Maso

Repentinamente, nossa relação com os espaços físicos foi totalmente alterada com a presença no novo coronavírus. Da liberdade de ir e vir e fazer uso dos espaços que considerávamos pertinentes ao nosso estilo de vida, tivemos que, rapidamente, aprender sobre distanciamento social.

Mesmo com a flexibilização desse distanciamento, algumas medidas para conter a transmissão do vírus são, e continuarão sendo, uma realidade até que a doença deixe de ser um risco.Os espaços físicos e a arquitetura estão se adaptando de maneira criativa, estratégica e lúdica para garantir socialização e o retorno gradativo às atividades.

Mesmo com os melhores instrutores de atividade física à nossa disposição 24 horas, por meio de  aplicativos e lives, para fazermos as atividades em casa, muitos de nós não viam a hora de voltar aos espaços coletivos e presenciais como academias e estúdios.

E a solução encontrada pela Inspire South Bay Fitness, em Redondo na Califórnia, foi a criação de caixas transparentes individuais para que as pessoas possam manter distanciamento social e não espalhar gotículas de suor pelo ambiente da academia. Cada cabine tem todos os equipamentos necessários para a sequência de exercícios então, a pessoa não precisa ficar indo de um lado a outro da academia para se exercitar. Dentro dos espaços, também há produtos desinfetantes para que as pessoas possam se higienizar depois do treino.

O studio canadense Lmnts Outoor está oferencendo uma serie de aulas de Hot Yoga e fitness em parceria com outros estúdios e instrutores em bolhas. Sim, bolhas! São 50 redomas transparentes com pouco mais de 2 metros de altura e 3,5 metros da largura. A estrutura é climatizada, o que é importante para a prática da Hot Yoga, realizada em temperaturas mais altas. As bolhas apresentam iluminação para permitir aulas à noite também.

Outro hábito totalmente alterado durante a pandemia foi a proibição de frequentar espaços culturais coletivos como cinemas, teatros e museus. Atividades que mesmo diante da possibilidade de visitas virtuais, como os museus têm feito, ou da apresentação de conteúdos ao lar livre como nos drive-in de cinema, não superam a experiencia presencial. A adaptação da volta dessas atividades têm sido curiosas.

A companhia de teatro Alemão Berliner Ensemble, em sua volta, retirou a maior parte de seus assentos do Theater am Schiffbauerdamm. As poltronas estão dispostas em dupla ou individualmente e as fileiras intermediarias foram retiradas. Assim irá permanecer o teatro para a próxima temporada.

Já o cinema MK2 em Paris, na França, foi criativo e colocou os Minions ocupando 60% das poltronas para manter o distanciamento social entre os espectadores e manter a platéia “cheia” e alegre.

Enquanto se prepara para o retorno de suas atividades, a Ópera do Gran Teatre del Liceu ensaia diante de plantas para conscientizar sobre presença da plateia, em Barcelona, na Espanha.

E nós, podemos observar cada vez mais o poder de adaptação dos espaços e da arquitetura em relação às novas rotinas de distanciamento social e protocolos de higienização. As marcas e operações que souberem ser empáticas e criativas ao oferecer soluções seguras de convívio e retorno às atividades, certamente serão lembradas na escolha de pessoas que estão eufóricas pelo retorno do uso dos espaços coletivos.

Rafaela Dal’Maso, é arquiteta e designer, fundadora da Gianduia Arquitetura de Negócios e especialista em projetos que combinam design, inovação e experiências.

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Leandro Crepaldi
leandro.crepaldi@mcfconsultoria.com.br
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